…e a vida sorri, por Filipe Saavedra | 10.digital

Um gelado sabe bem em qualquer altura, mas sabe melhor quando se partilha o momento com alguém.

Se hoje o Cornetto é uma presença incontornável nos catálogos de gelados da Olá, devemo-lo ao ano de 1976 e, principalmente, à produtora italiana de gelados, Spica.

A ideia de se vender um gelado congelado em forma de cone não era nova. Contudo, o creme umedecia a bolacha do cone antes do processo de congelação e estragava a experiência de consumo. É neste ano que é desenvolvida a receita de cobrir o interior do cone com chocolate. E isso resulta, pelo menos para mim, no melhor final de um gelado de sempre!

As campanhas internacionais da Cornetto sempre se associaram às suas raízes italianas. No entanto, em Portugal, a mensagem passada sempre fora a da partilha, com familiares, com namorados e mesmo com desconhecidos.

A Olá lançou diversos spots com diferentes ritmos, estilos e histórias, mas a letra utilizada seria sempre a mesma, por isso a mensagem era sempre igual, mas única.

O resultado foi uma campanha lançada durante os anos 80 que, na sua génese, antecipava o que anos mais tarde seria o lema de toda a marca Olá, “Partilha Felicidade”.

O meu nome é Filipe Saavedra e tenho 42 anos. O meu gosto por publicidade nasce pela forma como esta se relaciona cada vez mais com o consumidor e menos com o produto. Recorrer ao humor e à emoção para criar um contato genuíno com o consumidor é um caminho que todos devemos seguir. É que se a partilha de um Cornetto for um passo para a partilha da felicidade, então a próxima ronda de gelados é por minha conta!

A beleza que se sente, vê-se, por Mariana Torre | 10.digital

O conceito de beleza é complexo.

A beleza é estudada como parte da estética, da cultura, da psicologia social, da filosofia e da sociologia. No entanto, o que é belo é intrínseco aos olhos de quem o vê. E quando vemos algo belo, descuramos do conceito de harmonia e equilíbrio com a natureza, deitamos todos os estudos pela janela e estamos à mercê dos nossos olhos, da nossa perceção e da beleza que nos inunda.

É esta a teoria que a Dove pretende provar com a campanha Real Beauty Beats. Neste vídeo, a Dove pretende que sejam os homens os avaliadores da beleza. Não uma beleza vulgar, mas uma que se sente no coração.

Durante pouco mais de três minutos, somos postos no papel de avaliadores de beleza, interiorizando as nossas avaliações enquanto ouvimos os participantes a analisarem de forma simples as modelos que lhes são apresentadas.

No entanto, ligados a um monitor cardíaco, as palavras deixam de fazer sentido quando lhes são apresentados as suas irmãs, filhas, mães, avós, ou esposas. O coração fala mais do que as palavras que custam a sair e a verdadeira beleza revela-se, para quem a vê, em simples batimentos cardíacos.

É impossível ficarmos indiferentes com o resultado final e não repensarmos os nossos próprios graus de avaliação, até chegarmos à mais importante das conclusões: a beleza que se sente, vê-se.

O meu nome é Mariana Torre e tenho 23 anos. A minha paixão por publicidade nasceu de forma subliminar: no contacto com a televisão, com outdoors, ou na beleza que me faz bater o coração quando, de facto, vejo uma campanha que luta pela beleza verdadeira.

Alguns presentes são muito mais do que presentes, por Valter Santos | 10.digital

Campanha de Natal 2018 John Lewis & Partners

campanha de Natal de 2018, da John Lewis & Partners

Todos os anos aguardo ansiosamente pelos anúncios de Natal. É um cliché? É. Mas também é uma tradição, especialmente para quem trabalha diretamente na área criativa.

Gosto de ver todos os anúncios e perceber como é que ainda se conseguem transmitir mensagens fortes, de forma impactante, que nos toquem e despertem, trabalhando um tema que, quer queiramos quer não, está tão usado que pode ser repetitivo. Mas, quer sejam da Sainsbury, da John Lewis ou de qualquer outra empresa ou marca de peso, como a Apple, as campanhas de Natal continuam a fascinar-me. Estou sempre atento, gosto de assistir em primeira mão e, todos os anos, faço o meu próprio “Best Of”.

Mas vamos ao que nos trouxe aqui: escolhi a campanha de Natal de 2018, da John Lewis & Partners, como a minha campanha favorita. No último Natal, a história contada pela John Lewis mostrava o poder de um presente. E como um presente que inspirou, mudou e influenciou o curso da vida de um menino. O anúncio faz uma retrospetiva feliz ao impacto que aquele presente, que se revelou mais do que isso – “some gifts are more than just a gift” – teve na vida daquele menino. Esse menino é Elton John.

O filme começa na atualidade e funciona em modo de cronologia inversa. A história recua através da vida de Elton John até ao momento da manhã do Natal em que recebeu o piano, um presente especial que mudou sua vida para sempre.

A mensagem é forte e faz-nos refletir sobre quantas histórias de jogadores de futebol não terão começado com uma bola como presente, ou quantos músicos não começaram com uma guitarra oferecida num Natal longínquo.

E nós? Que presentes me terão ajudado a traçar o percurso da minha vida? E, agora, que chegou a minha vez de oferecer presentes de Natal a crianças, estarei eu a influenciar o caminho de alguém? Este anúncio fez-me parar e pensar. É aqui que muito do investimento em publicidade pode ser recuperado.

Apesar de ser um ávido consumidor de todas as publicidades natalícias, não escondo, na realidade, que as minhas fichas estão realmente sempre apostadas na campanha da John Lewis. Penso já ser assim desde há 10 anos, quando o bichinho do marketing e da comunicação se apoderou de mim, sem piedade.

Escolher a minha campanha preferida foi um trabalho árduo, porque quase todos os anos há uma mensagem forte e campanhas bem conseguidas. E há realmente vários anúncios me marcaram: como a do #manonthemoon, a do #mozthemonster, com a fantástica interpretação dos Elbow na versão de Golden Slumbers dos The Beatles, ou ainda #bustertheboxer em que um cão incrivelmente se apodera do trampolim de uma menina. 

Desta vez, além de me deixar tocar pela forte mensagem do anúncio, eu, que sou um apaixonado por música, deixei-me apanhar pelas minhas emoções mais profundas.

Sou o Valter Santos, tenho 30 anos, sou Digital Marketing Strategist na 10.digital, e adoro a Your Song, do Elton John – possivelmente o meu maior guilty pleasure. Esta talvez seja uma das músicas que mais cante quer seja no carro, quer seja no chuveiro – ou, se calhar, em todo o lado mesmo. E quando duas paixões se juntam, só podem dar em campanha favorita, não é?

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

Os 90 Anos de Super Bock, por Nuno Pinto | 10.digital

A esperança média de vida em Portugal era, em 2016, de 81 anos. Ou seja, alguém nascido em 1938, teria, mesmo assim, 9 anos de atraso para o nascimento da marca de cerveja Super Bock.

Essa vida é comemorada na campanha dos 90 anos da marca que, em diversos atos, meios e espaços temporais, celebra a vida e as vicissitudes das diferentes épocas, sempre com o mesmo propósito: fazer amigos.

É essa amizade que é revisitada em cada garrafa, em cada momento de contacto genuíno e em cada rebelião de sentimentos. A assinatura da campanha, “O autêntico nunca muda”, pretende despertar o carinho pelas amizades autênticas e cuja celebração deve ser feita com um sabor igualmente autêntico e cujo envelhecimento apenas o galvaniza.

A Super Bock conta uma história de nove décadas em 2 minutos, ultrapassa os períodos sombrios da história Portuguesa e sobrevive a todos os eventos mantendo-se sempre fiel a si própria.

O meu nome é Nuno Pinto e tenho 27 anos. Gosto de publicidade porque é uma forma de expressão artística, que engloba várias formas de expressão num só meio. É um veículo de distribuição de conteúdo personalizado nos sentimentos que desperta em cada pessoa. E quem não gostaria de ter um amigo durante 90 anos?

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

Um bolo de “Cucuáte”, por Joana Gomes | 10.digital

Campanha-marketing-agencia-10.digital

“O que é isso?” Uma simples questão dá o mote a um turbilhão de emoções, sentimentos e ligações que apenas se explicam sentido-as e vendo a campanha dos 90 anos da Vaqueiro, nomeadamente o spot “Cucuáte”.

Em três spots, “Cucuáte”, “Feito ao Bife” e “Mãe é Mãe”, a Vaqueiro celebra 90 anos de sabores de gerações e desperta no consumidor aquele sabor agridoce da saudade. Cozinhar aquela receita que nos marca, vinda da pessoa que mais nos marcou, desperta uma amálgama de emoções que se traduzem em sabores, aromas e, principalmente, memórias.

Nesta celebração de vida, a campanha pretende passar a mensagem que o sabor se mantém igual em todas as gerações da marca e das famílias, oferecendo a mesma confiança.

Com 60 segundos, os três spots merecem ser vistos do início ao fim, saboreando cada momento e, certamente, despertando em nós todas estas situações.

Cucuáte

Feito ao bife

Mãe é Mãe.

O meu nome é Joana Gomes e tenho 22 anos. A minha paixão por publicidade nasceu pela forma impactante como desperta emoções, passa a mensagem das marcas e acaba por vender o produto/serviço inerente. A publicidade é uma arte cuja atração foi natural e, hoje, vivo de perto a minha paixão.

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

“Diga Bom Dia com…”, por Édi Condorcet | 10.digital

Dia bom dia com mokambo

Diga bom dia com Mokambo – Campanha de Marketing – 10.digital

Diga Bom Dia – Édi Mamede

Trinta segundos. Não é preciso mais para que um jingle nos marque de tal forma que, passadas duas décadas, ainda o cantarolemos inconscientemente.
Este é o caso do jingle da Mokambo. Admite, lembras-te da melodia, da letra e do tom, com maior ou menor grau de precisão, tão bem quanto cantas os “Parabéns a Você”!

O poder da ligação entre uma música e a marca é o motivo pelo qual escolho esta campanha da “Mokambo” como a minha favorita. O ambiente do pequeno-almoço, revigorante e em família, toda a azáfama característica das primeiras horas do dia, traduz-se numa batida apressada, mas sempre com tempo para ser saboreada.

(versão dos anos 80)

A Nestlé lançou a última versão do anúncio em 1996 acreditando no poder criado na década de 80, para lançar um spot com apenas cinco palavras “Diga Bom Dia com Mokambo”, deixando o jingle ser cantarolado por cada telespectador sem recurso a qualquer letra.

(versão 1996)

O efeito criado durante os spots de trinta segundos foi tão forte que durante vinte e um anos a marca deixou de se publicitar nas televisões portuguesas, regressando em 2017, numa aposta mais intimista.

O meu nome é Édi Condorcet, tenho 28 anos e de manhã ainda me lembro do jingle da Mokambo, seja a ouvir um simples “Bom Dia” ou a beber café (mesmo se não for mistura de cereais e café). A minha paixão por publicidade nasceu quando primeiro me consciencializei do poder deste fenómeno. Se pensarmos, desde que acordamos até nos deitarmos, a publicidade e o marketing acompanham-nos durante todo o nosso trajeto diário.

Desde aquele grande outdoor que vemos de relâmpago do nosso carro, até àquele pequeno produto que está deliberadamente colocado à frente dos nossos olhos, numa estante de supermercado. Se a publicidade nos acompanha diariamente, porque não dar-lhe um abraço?

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

“Estás aqui para ser feliz”, por Rafaela Vilão | 10.digital

A Rafaela está aqui para ser feliz, e tu?

“Estás aqui para ser feliz” deixa-nos sem chão. Um velhinho prepara-se para conhecer um recém-nascido e escreve-lhe uma carta aberta sobre o porquê de estarmos aqui. Neste anúncio, o José, do alto dos seus 102 anos, dá-nos uma lição. Fala-nos de forma simples, crua e sem floreados. Não se vangloria, nem diz “no meu tempo é que era”. O José enaltece a vida e o que de bom podemos dela extrair. Relembra-nos que devemos relativizar os problemas e até a valorizá-los porque, contas feitas, nos tornam mais fortes. O José relembra-nos da força dos abraços, da importância das nossas pessoas e da missão que vem connosco quando chegamos ao Mundo: ser felizes, sem desviar a atenção para preciosismos.

O anúncio está aqui:

Podia ser um paradoxo, mas é uma realidade assumida e bem trabalhada: os anúncios da Coca-Cola não tentam vender uma única garrafa! Falam-nos da felicidade das coisas simples da vida e, uma delas é, claro, Coca-Cola. Quão bonito pode isso ser?

Quanto a mim, que me perco nestas histórias que tocam a alma, não sei quando é que comecei a interessar-me por marcas. Não sei quando é que comecei a estar atenta ao facto de terem algo de verdadeiro para nos dizer. Não foi cedo, mas também não foi tarde demais… Foi mesmo a tempo de hoje estar na 10.digital.

No entanto, gostar de palavras, de histórias, do que se diz de forma direta e simples, e do que se diz nas entrelinhas é-me inato. É uma longa relação e um compromisso tão grande como aquele que a Coca-Cola tem com todos os seus consumidores: abrir uma garrafa tem que nos trazer felicidade genuína.

Esta campanha cria uma sintonia perfeita entre a força das histórias das pessoas, as palavras simples e mensagens que nos tocam para além do visível. Chamo-me Rafaela Vilão, tenho 20 e tal anos, e enquanto escrevo isto ouço o Sr. José repetidamente. Se o encontrasse, dir-lhe-ia que trabalhar na 10.digital é o culminar do conselho que ele próprio dá: vai à procura do que te faz feliz.

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

“O caos da cor da Sony Bravia”, por Pedro Agostinho | 10.digital

O caos da cor da Sony Bravia

Imaginar ver dois minutos e meio de bolas saltitonas a dançar pelas ruas de São Francisco seria impensável, não fosse a Sony tê-lo feito ao promover a sua submarca, BRAVIA.

Numa rua deserta, onde os carros estacionados se mantêm calados, os acordes da guitarra enchem as colunas, acompanhadas de umas tímidas bolas saltitonas. Depressa o caos inunda a rua, e as mais de 250.000 bolas embatem contra tudo o que lhes aparece pela frente. O jogo de cores e de movimentos não deixa os carros, os caixotes do lixo ou os animais indiferentes. Tudo isto ocorre enquanto a música, que fala sobre uma outra espécie de caos, a paixão, faz de banda sonora, num contraste de ações.

Tentar explicar o anúncio é retirar-lhe toda a sua magia, todo o seu sentimento e emoção, por isso o melhor é vê-lo:

Os resultados desta campanha foram ainda mais impressionantes do que o anúncio em questão. Foi lançada em 2005 para promover as novas televisões BRAVIA, numa altura em que a era da web 2.0 estava nos seus primórdios e o poder participativo do utilizador ainda não estava tão desenvolvido como nos dias de hoje.

Ao perceber que os habitantes das ruas vizinhas à do anúncio partilhavam fotografias e vídeos das filmagens, captadas por eles, em websites como o Flickr e YouTube, a Sony compreendeu logo o poder do conteúdo gerado pelos utilizadores e decidiu criar um website dedicado a partilhar fotografias e excertos do anúncio (mesmo antes deste ir para o ar) de forma controlada.

Esta estratégia por parte da Sony resultou em 17.500 sites ligados ao seu site e mais de 2 milhões de visitantes. Quando o anúncio, finalmente, chegou à televisão, obteve 1,8 milhões de visualizações no site da Sony, foi descarregado 40.000 vezes e estima-se que tenha sido visto mais de 7 milhões de vezes em sites como o YouTube e o extinto Google Video.

O meu nome é Pedro Agostinho e tenho 30 anos. A minha paixão por publicidade nasceu de forma tão singela como o início deste anúncio, mas quando as cores começaram a encher o ecrã, tal foi a minha paixão. Com estudos em gestão, tentei rapidamente explorar a área do Marketing e, principalmente, o Marketing de Experiências. E o que é este anúncio, senão uma experiência (e um deleite) para os sentidos e uma aproximação à marca sem sairmos por detrás do ecrã?

O mais incrível é que a campanha foi lançada não se mostrando um televisor, com a exceção dos últimos frames, nos quais, finalmente, é desvendado, acompanhado do slogan da marca: Colour, like no other.

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

A simplicidade genial do logo do Citibank, por João Mordido | 10.digital

Campanha Favorita – citibank por joão mordido

A simplicidade genial do logo do Citibank

Em 1998, nos EUA, o Citibank, um gigante da banca, fundiu-se com o Travelers Group, um portento da área dos seguros. Criar uma imagem corporativa para esta fusão ficou a cargo da famosa designer Paula Scher.

Em segundos, Paula Scher desenhou, num guardanapo de papel, a imagem corporativa da nova empresa que resultou da união das duas. Partindo da palavra citi, a designer colocou um arco superior a unir os dois is, simbolizando a fusão. Sob o arco está o “t” minúsculo. Visualmente, o arco e o “t” formam um chapéu de chuva, que é o símbolo do Travelers Group – o arco é o topo do chapéu e o “t” o respetivo cabo.

Confrontada com a rapidez com que desenhou este símbolo, que num ápice se tornou icónico, a norte-americana respondeu algo como isto: “Demorei poucos segundos a desenhá-lo, mas levei 34 anos a aprender como desenhá-lo em poucos segundos.”

Na minha opinião, a Paula Scher é uma espécie de Rei Midas porque transforma em ouro tudo o que toca. Isto é válido especialmente no caso do Citibank, que escolho como a minha campanha favorita.

A Paula Scher é, para mim, a melhor designer do mundo ao nível da linguagem corporativa. Sou o João Mordido (o apelido tem origem alentejana) e estou na 10.digital há cerca de quatro meses. Vim para cá porque esta empresa é um projeto interessantíssimo e queria experimentar coisas novas.
Tenho 37 anos, sou designer gráfico, e o que mais gosto de trabalhar é em design corporativo. A Paula Scher diz que “a identidade é o princípio de tudo. É como algo é reconhecido e compreendido. O que é que podia ser melhor do que isso?”

A tipografia é fulcral para fazer passar a mensagem gráfica e ela trabalha muito com esse pressuposto. Uma frase dela que acho espetacular é: “As palavras têm significado, a tipografia tem alma”.

Entre inúmeros outros trabalhos, a Paula Scher fez a identidade do Windows, Metropolitan Opera e The Public Theater NY, só para vos dar alguns exemplos, muito poucos numa obra vastíssima. O trabalho dela já foi exibido um pouco por todo o mundo e está representado nas coleções permanentes em museus de Nova Iorque, Washington, Filadélfia, Denver, Londres, Zurique ou Paris.

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório

O orgulho e bom gosto africanos, por Ernest da Cruz | 10.digital

Orgulho e bom gosto africanos

Os portugueses não estão familiarizados com este anúncio televisivo, mas vale a pena vê-lo pela sua mensagem, capacidade de surpreender, e diversidade e beleza de imagens. Foi feito pela Ogilvy & Mather de Joanesburgo para a também sul-africana DStv, empresa que, desde 1995, disponibiliza muitos e variados canais de televisão por satélite, em 48 países da África subsahariana, contando com aproximadamente 12 milhões de clientes.

O pequeno filme, em língua inglesa, pega nos estereótipos negativos sobre África e os africanos, mais comuns fora deste continente. Não nega essas ideias feitas, antes concorda com elas, mas dá-lhes a volta, mostrando-as de uma forma positiva.

Por exemplo, dizem que os africanos habitualmente se envolvem em tiroteios (em inglês, shooting). Como a palavra inglesa também significa filmar, o anúncio diz que sim, que estão sempre a filmar. África também é associada ao termo preto e no anúncio vemos que isso é verdade, comprovada por imagens de uma beldade negra. A narrativa termina com a mensagem: “Isto é África. Não como eles a vêem, mas como nós a conhecemos.”

O vídeo da campanha pode ser visto em

Chamo-me Ernesto da Cruz, tenho 28 anos e sou web designer na 10.digital. Nasci na Suazilândia, onde vivi até aos 9 anos de idade. Depois vim para Portugal e percebi melhor como África é vista pelos europeus. Tenho família na Suazilândia e na África do Sul e, por isso, continuei a ir lá durante as férias, descobrindo este anúncio, que chegou aos ecrãs no final de 2014.

Esta é a minha campanha favorita porque gosto da atitude de concordarem com os estereótipos sobre África, dando-lhes, logo de seguida, a volta, com classe e bom gosto. Existem entre nós preconceitos, uma ilusão sobre o que é que cada cultura consiste, mas essas ideias não correspondem à realidade. O importante é não generalizar, aceitar as nossas diferenças de bom grado, e partir daí para melhor.

 

Quer continuar a receber notícias nossas? Subscreva a nossa newsletter!

Confirmo que aceito ser contactado para fins de email marketing.*

* Campo obrigatório