A vida não é só bola, por Solange Santos

A vida não é só bola

Estamos no ano de 2006. Pedro Miguel Carreiro Resendes, melhor conhecido pelos portugueses como Pauleta, é o melhor marcador da Seleção Nacional de Futebol e ávido marcador no Paris Saint Germain.

Estamos no ano de 2006. Pedro Miguel Carreiro Resendes, melhor conhecido pelos portugueses como Pauleta, é o melhor marcador da Seleção Nacional de Futebol e ávido marcador no Paris Saint Germain.

Natural dos Açores, Pauleta é tido como um dos grandes avançados europeus, mas, para chegar até esse patamar, nas suas próprias palavras, teve de andar com a bola consigo, desde o seu nascimento!

Pauleta afirma que nasceu com a bola nos seus braços, nunca a perdendo de vista. Entre acusações da sua namorada que afirmava que ele gostava mais da bola do que dele, desde o pensamento ininterrupto mal acordava de manhã, a bola era o seu bem mais precioso e ia com ele para todo o lado!

Claro que, como ele bem afirma, a bola não é tudo na vida – palavras dum verdadeiro profissional que reconhece a importância da vida e de todos que a rodeiam. Por isso é que, num momento de brilho, admite que está na hora de se dedicar às fatias.

Pauleta joga com as palavras com a mestria que sempre lhe fora associada, recebe o passe geométrico, dá o perfeito toque de bola, vira-se de frente para a baliza e remata certeiro para o fundo das redes!

Esta campanha é uma ode ao queijo Terra Nostra e a uma pessoa que tão bem levou a bandeira portuguesa pelo mundo fora. Por isso, esta é a minha campanha favorita.

O meu nome é Solange Santos e tenho 22 anos. Sou Front-End Developer e Web-designer na 10.digital. O meu gosto por publicidade nasce pela arte de brincar com as palavras, desenhar conceitos e fazer com que o consumidor se sinta parte integrante de uma marca.

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Playstation vs Xbox, por Paulo Cardoso

Playstation vs Xbox, por Paulo Cardoso.
Campanha Favorita

Playstation vs Xbox, por Paulo Cardoso.

Desde os primórdios das consolas de videojogos, que a luta pelo espaço nos móveis dos consumidores é um exercício de criatividade e performance! O mercado, como o conhecemos hoje, começou por se disputar no início dos anos 2000. A Nintendo, a Sony e a Sega, depararam-se com uma nova concorrente de peso a entrar neste ramo: a Microsoft.

Embora a Sega tenha saído de cena e a Nintendo se tenha mantido fiel ao seu mercado, as “batalhas” mais fervorosas têm vindo a ser travadas entre a Sony e a Microsoft, através das suas Playstation e Xbox, respetivamente.

No campo de batalha temos, de um lado, a Playstation, lançada em 1996 e renovada em três novas iterações (PS2, PS3 e PS4). Do outro lado temos a Xbox, lançada em 2001 e renovada em duas iterações (Xbox 360 e Xbox One).

Em todos os lançamentos, espera-se que as consolas se tentem superar com novas tecnologias, funcionalidades e jogos exclusivos. Dizem os puristas que os apaixonados por uma marca serão desertores se comprarem a outra. No entanto, é essa a luta das consolas: conseguir o maior número de consolas vendidas, e, consequentemente, novos consumidores.

A campanha que mais me marcou surge no meio desta “batalha”: é uma que respondeu a uma das mais controversas medidas tomadas pela Xbox. Nesta, a empresa informou que os jogos físicos não poderiam ser emprestados (ou vendidos e comprados usados), pois o sistema inviabilizaria a sua jogabilidade. Apenas a conta do primeiro utilizador do jogo o poderia jogar, tendo o novo utilizador como alternativa o pagamento de uma fee de desbloqueio.

Ora se emprestar ou vender um jogo usado é tão natural ao ponto de existirem empresas cujo negócio é só esse, esta medida destruiria qualquer esperança de sucesso futuro.

Para responder a esta medida, a Playstation apresenta um vídeo muito curto, no qual explica como é que dois utilizadores podem trocar os seus jogos.

Com um tom cómico, a Playstation venceu mais um lançamento e conta já com 97 milhões de unidades vendidas, contra as 41 milhões de unidades vendidas pela Xbox.

O meu nome é Paulo Cardoso e tenho 20 anos. Atualmente sou estagiário em Back-End na 10.digital e entre livros, ping-pong e ócio, gosto de desfrutar de um bom jogo de Playstation para matar o tempo.

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Uma visita inesperada, por Diogo Amores

Como promover a reabertura do Rijksmuseum, um dos mais importantes museus holandeses? Com uma flash mob!

Um alarme de incêndio começa por ecoar num centro comercial e é este o mote para toda a ação! Durante 90 segundos regressamos ao século XVII e assistimos a um ladrão a fugir desenfreadamente pelo centro comercial, por entre saltos acrobáticos, cordas cuidadosamente colocadas, enquanto a milícia o persegue a cavalo, de lanças na mão, pronto para o julgar logo ali.

No final, com o “puzzle” junto, cai a moldura e com ela a explicação da ação e da brincadeira. O quadro vivo pouco se mexe, mas tenta, a todo o custo, recriar aquela obra que poderá ser visitada no museu.

A recriação do Night’s Watch de Rembrandt por parte do Rijksmuseum, que visava promover a reabertura do seu espaço com a oferta dos bilhetes nas primeiras 12 horas do dia.

Chamo-me Diogo Amores e tenho 23 anos. Sou estagiário na 10.digital como Back-End Developer e, simultaneamente, sou estudante em Engenharia Informática. A criatividade é o motivo pelo qual aprecio este anúncio. Em publicidade não existe um “modelo” e essa é a magia por trás da arte. Como fazer chegar um produto ao seu público, de forma impactante, evitando o esquecimento rápido. Os mil caminhos para chegar ao objetivo é o que mais me atrai em publicidade e temos de aproveitar o percurso sem nunca tirar os olhos do fim.

Segurança acima de tudo, por Afonso Costa.

Durante 3 minutos, somos acompanhado por uma música que apresenta acidentes resultantes de pura estupidez e no fim somos impactados pelo verdadeiro objetivo da campanha. Esta é a Dumb Ways to Die.

Vinda do outro lado do mundo, da Austrália, esta campanha tem um único objetivo: promover a segurança junto de linhas ferroviárias. E atingiu-o! A promotora da campanha, Metro Trains, estima que a campanha tenha permitido a redução de acidentes de “quase embate” em 30%.

Mas o sucesso desta campanha deve-se, em grande parte à viralidade da mesma. Desenhada para todo o público que não quer ouvir falar de “avisos de segurança”, o tom animado da mesma é o motivo pelo qual se estima que tenha atingido uma valorização de 50 milhões de dólares em publicidade, em apenas duas semanas, devido à presença em telejornais pelo mundo fora e pela enorme disseminação nas redes sociais.

Se ficar indiferente a este anúncio, é porque o seu cuidado junto a linhas ferroviárias está bem definido. Caso contrário, fica aqui o aviso.

Da minha parte, sou o Afonso Costa, tenho 22 anos e sou estagiário na 10.digital! Tenho o 4.º ano em Engenharia Biomédica e decidi abraçar este desafio, embora diferente da minha área de estudos, para aprofundar o meu conhecimento no campo de Data Science. Para mim, a publicidade é algo que nos envolve. Toda a publicidade tem como propósito transmitir uma mensagem, seja ela a venda, a geração de paixão por uma marca ou a sensibilização. Cabe-nos tirar dela o melhor proveito.

Hortiflix, por Rodrigo Sudano.

Hortifruti. Para os portugueses, esta cadeia de supermercados não dirá muita coisa. No entanto, com 30 anos no mercado, é no Brasil que domina o mercado dos vegetais, legumes e frutas, com mais de 5.000 colaboradores, e 1,8 milhões de clientes por mês.

Esta campanha vinda do outro lado do Atlântico traz consigo uma enorme dose de criatividade, diversão e à vontade que promete colocar toda a gente bem disposta! Por isso é que a Hortiflix é a minha campanha favorita!

Numa série de cartazes e jogos entre nomes de legumes e títulos de filmes, a Hortifruti desenvolveu um “serviço de subscrição” de cartazes (e por vezes trailers) engenhosamente criados e que prometem entregar sorrisos com produtos que, de outra forma, não trariam.

Podemos ver os “filmes e séries” que têm disponíveis e, se assim o quisermos, podemos sugerir novas introduções na sua listagem. Bem, se tudo isto parecer muito complicado, o melhor é mesmo visitar o site e perceber do que estou a falar. Prometo que se vai divertir http://hortiflix.com.br/#

Kiwi Bill
http://hortiflix.com.br/content/uploads/2018/12/kiwi_bill.pdf

Manga Mia
http://hortiflix.com.br/content/uploads/2019/01/Manga-Mia.pdf

Rocky Baroa
http://hortiflix.com.br/content/uploads/2018/12/ho_0071_17i_ctz.pdf

Maçãtrix
http://hortiflix.com.br/content/uploads/2018/12/macatrix.pdf

O meu nome é Rodrigo Sudano e tenho 35 anos. Sou estagiário na 10.digital e, simultaneamente, estou a tirar o mestrado em Engenharia Informática. Já trabalhei em música, teatro e tantas outras coisas que, se as enumerasse, não escreveria sobre o meu anúncio favorito.

Encestar no Natal, por João Eduardo

Aliar o Natal a basquetebol é normal… nos EUA. Desde a segunda temporada na história da NBA, em 1947, que se realizam 5 jogos no dia 25 de dezembro. Os jogos não têm equipas fixas e, normalmente, costumam figurar as melhores do ano anterior, o que torna estes jogos em boas oportunidades de ver os melhores encontros, no conforto de casa, com a família.

A mesma tradição estende-se aos uniformes criados apenas para estes jogos (Christmas Uniforms). Desta forma, a NBA lança, todos os anos, anúncios divertidos para promover o dia, os uniformes e os jogos.

É o anúncio de 2013 que ecoa na minha memória. Talvez me tenha marcado pela minha paixão pelo Basquetebol. Talvez tenha sido pela criatividade e simplicidade em aliar cestos, com sinos e o jingle natalício mais conhecido de todos os tempos! Talvez tenha sido pelas duas coisas. O meu gosto por publicidade prende-se por isso mesmo: por ser algo simples, criativo e marcante.

Eu sou o João e tenho 22 anos. Sou estagiário em Data Science na 10.digital e quero aproveitar todas as experiências que conseguir e divertir-me com o maior número de pessoas que possa conhecer. Trato o ginásio por “tu” e o Basquetebol é a minha segunda casa, se é que este anúncio não o demonstra.

Finalmente livres, por Gonçalo Marques.

Como é que a BMW comemora a despedida do CEO da Mercedes? Oferecendo-lhe a sua liberdade.

Parece estranho, mas é essa a mensagem passada pela BMW no momento da cessação de funções do CEO da Mercedes, Dieter Zetsche. Num anúncio que mais parece uma curta-metragem, a BMW recapitula o último dia do CEO em planos emotivos, de despedida e de agradecimento por parte de todos os que com ele se cruzaram e trabalharam.

Imaginamos o que poderá estar a ser sentido naquela viagem por Estugarda, em que apenas 3 planos o separam da vida profissional da de aposentado. Parece que, nestes breves segundos, nós próprios revisitamos as nossas próprias despedidas, as memórias do último dia, os motivos que nos levaram a mudar, quando imaginámos os nossos futuros, e com ele as descrenças e os receios que nos ocuparam a mente, mas, sobretudo, o sonho de uma nova aventura!
E que aventura!

Quando finalmente ocupamos o lugar do condutor, como a personagem do agora ex-CEO da Mercedes, sentimos a leveza do que é ser livre. Na perspetiva da BMW, liberdade é poder conduzir o carro que queremos e não o qual somos obrigados. O que interessa é podermos ser livres de decidir o que queremos fazer. E ser livre é o estado natural das coisas.

A mensagem final é de agradecimento e reconhecimento pelos anos de boa concorrência. Mas será só essa a mensagem que a BMW quis mesmo passar?
Cabe-nos decidir qual a mensagem que queremos reter:

O meu nome é Gonçalo Marques e tenho 25 anos. Estou há 8 meses na 10.digital e… que aventura! Senti a melancolia da despedida e a adrenalina do novo capítulo da minha história, por isso este anúncio foi tão marcante quando foi lançado. Gosto de campanhas que coloquem em confronto duas ou mais marcas concorrentes. Saber respeitar quem compete connosco é o primeiro passo para percebermos em que é que podemos ser melhores e por que motivo a nossa marca é a melhor. E é aqui que a BMW consegue brilhar.

Imagination at work, por Oluwapelumi Egunjobi | 10.digital

Se uma campanha é a forma visual e auditiva de perceber uma marca, então um slogan é o motivo pelo qual a marca fica connosco. E tem de ser especialmente impactante para ressoar com o público, seja ele qual for.

O slogan da General Electric é impactante e ressonante para quem se cruza com ele: Imagination at work.

Fundada em 1892 pelo maior inventor americano de todos os tempos, Thomas Edison, a General Electric é uma empresa global cujos negócios se estendem desde a aeronáutica, à electricidade, cuidados de saúde, ou à área petrolífera.

Em 2003, a marca decidiu evoluir em vez de se reinventar. Após uma enorme introspecção e alguns estudos e testes à sua relevância e vitalidade, apresentou uma fórmula que resumia os temas mais marcantes dentro da sua cultura organizacional: pessoas, curiosidade, empenho, suor e imaginação.

Através desta equação, que exprimia a essência da General Electric, surgiu o slogan: Imagination at Work.

Se pudesse resumir a General Electric seria mesmo a ideia de “se eu consigo imaginá-lo, então eu consigo fazê-lo”! Esta premissa permite-me, inconscientemente, atingir resultados que julgava inalcançáveis. Se isto não é a perfeita sintonia entre o slogan de uma marca e a sua atitude perante o mundo, então não sei o que será.

O meu nome é Oluwapelumi Egunjobi, sou nigeriano e tenho 29 anos. A minha história com a publicidade é curta, até porque entrei há 1 mês na 10.digital e o meu background é de Back-End Development. Mas no contacto diário com pessoas da área, passei a ver esta arte com outros olhos e a associá-la ao meu conhecimento. Se há slogan mais adequado para este meu percurso seria, sem dúvida, imagination at work.

Quem ganhar, fica!, por Bernardo Pessoa | 10.digital

Vestir a pele dos nossos heróis é sonho de criança. E quando jogamos futebol, os heróis somos nós!

O meu nome é Bernardo Pessoa e tenho 22 anos. Sou um apaixonado por futebol. Era inevitável que a minha campanha favorita fosse sobre como rolar a bola por entre 22 pessoas, transformando-as em jogadores profissionais, e arriscando tudo quando apostamos em nós próprios.
Este é o objetivo da campanha da Nike: Risk Everything.

O anúncio antecipa uma batalha campal: vemos dois grupos de amigos a aproximarem-se e antecipamos uma luta para ganharem o respeito das ruas, a fama entre os próprios e, sobretudo, para continuarem a jogar no campo de futebol do bairro. Não é só o dono da bola que joga sempre: o vencedor também.

Neste jogo, os atores assumem os sonhos de qualquer criança (e adulto) que toca numa bola, finta, remata e marca um golo! Durante o jogo vestimo-nos como os super-heróis do futebol. Sentimo-nos como o Cristiano Ronaldo, o Neymar, ou o Ibrahimovic. Naqueles 90 minutos (ou 60 minutos, porque nem todos aguentam o ritmo), somos os mestres da bola.
É essa a história deste anúncio da Nike.

O rapaz franzino transforma-se no Zlatan Ibrahimovic, dois defesas transformam-se no David Luiz e, quando o jogador nervoso se engana no nome, todos ficam a olhar estupefactos para o carteiro a jogar com eles.

Entre fintas magistrais, jogos de câmara profissionais e entradas para vermelho direto, os golos vão-se marcando até ao momento em que “o próximo a marcar, vence”. E, sabe-se no futebol de rua, quem vence, fica.

No momento em que o anúncio chega ao seu clímax, espectadores ansiosos esperam que o penalti que definirá o resultado seja marcado pelo jogador que não falha. É aqui que a mensagem da história sobressai: não é o jogador mais conhecido do mundo que vai marcar. O vencedor será quem tem a coragem para arriscar tudo e jogar na sua própria pele. Vestir a sua capa de super-herói e sentir o jogo em primeira-mão, independentemente do resultado.

“Arrisca tudo”, diz a Nike. É que o prémio vale a pena.

…e a vida sorri, por Filipe Saavedra | 10.digital

Um gelado sabe bem em qualquer altura, mas sabe melhor quando se partilha o momento com alguém.

Se hoje o Cornetto é uma presença incontornável nos catálogos de gelados da Olá, devemo-lo ao ano de 1976 e, principalmente, à produtora italiana de gelados, Spica.

A ideia de se vender um gelado congelado em forma de cone não era nova. Contudo, o creme umedecia a bolacha do cone antes do processo de congelação e estragava a experiência de consumo. É neste ano que é desenvolvida a receita de cobrir o interior do cone com chocolate. E isso resulta, pelo menos para mim, no melhor final de um gelado de sempre!

As campanhas internacionais da Cornetto sempre se associaram às suas raízes italianas. No entanto, em Portugal, a mensagem passada sempre fora a da partilha, com familiares, com namorados e mesmo com desconhecidos.

A Olá lançou diversos spots com diferentes ritmos, estilos e histórias, mas a letra utilizada seria sempre a mesma, por isso a mensagem era sempre igual, mas única.

O resultado foi uma campanha lançada durante os anos 80 que, na sua génese, antecipava o que anos mais tarde seria o lema de toda a marca Olá, “Partilha Felicidade”.

O meu nome é Filipe Saavedra e tenho 42 anos. O meu gosto por publicidade nasce pela forma como esta se relaciona cada vez mais com o consumidor e menos com o produto. Recorrer ao humor e à emoção para criar um contato genuíno com o consumidor é um caminho que todos devemos seguir. É que se a partilha de um Cornetto for um passo para a partilha da felicidade, então a próxima ronda de gelados é por minha conta!