Fevereiro 15, 2019 10.digital

A simplicidade genial do logo do Citibank, por João Mordido | 10.digital

Campanha Favorita – citibank por joão mordido

A simplicidade genial do logo do Citibank

Em 1998, nos EUA, o Citibank, um gigante da banca, fundiu-se com o Travelers Group, um portento da área dos seguros. Criar uma imagem corporativa para esta fusão ficou a cargo da famosa designer Paula Scher.

Em segundos, Paula Scher desenhou, num guardanapo de papel, a imagem corporativa da nova empresa que resultou da união das duas. Partindo da palavra citi, a designer colocou um arco superior a unir os dois is, simbolizando a fusão. Sob o arco está o “t” minúsculo. Visualmente, o arco e o “t” formam um chapéu de chuva, que é o símbolo do Travelers Group – o arco é o topo do chapéu e o “t” o respetivo cabo.

Confrontada com a rapidez com que desenhou este símbolo, que num ápice se tornou icónico, a norte-americana respondeu algo como isto: “Demorei poucos segundos a desenhá-lo, mas levei 34 anos a aprender como desenhá-lo em poucos segundos.”

Na minha opinião, a Paula Scher é uma espécie de Rei Midas porque transforma em ouro tudo o que toca. Isto é válido especialmente no caso do Citibank, que escolho como a minha campanha favorita.

A Paula Scher é, para mim, a melhor designer do mundo ao nível da linguagem corporativa. Sou o João Mordido (o apelido tem origem alentejana) e estou na 10.digital há cerca de quatro meses. Vim para cá porque esta empresa é um projeto interessantíssimo e queria experimentar coisas novas.
Tenho 37 anos, sou designer gráfico, e o que mais gosto de trabalhar é em design corporativo. A Paula Scher diz que “a identidade é o princípio de tudo. É como algo é reconhecido e compreendido. O que é que podia ser melhor do que isso?”

A tipografia é fulcral para fazer passar a mensagem gráfica e ela trabalha muito com esse pressuposto. Uma frase dela que acho espetacular é: “As palavras têm significado, a tipografia tem alma”.

Entre inúmeros outros trabalhos, a Paula Scher fez a identidade do Windows, Metropolitan Opera e The Public Theater NY, só para vos dar alguns exemplos, muito poucos numa obra vastíssima. O trabalho dela já foi exibido um pouco por todo o mundo e está representado nas coleções permanentes em museus de Nova Iorque, Washington, Filadélfia, Denver, Londres, Zurique ou Paris.

 

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