Dezembro 7, 2018 10.digital

“Caixinha de emoções”, por Margarida Camacho

Todos os dias, depois do almoço, repete-se no nosso espaço de trabalho a frase “tens pastilhas?”. São um bem que nem sempre adquirimos, mas ao qual não resistimos quando ouvimos o barulho das chiclets a chocar umas contra as outras. Há algo especial naqueles pequenos paralelepípedos que nos inundam as papilas gustativas de sabor. Um sabor ou fresco, ou doce, ou picante… Há para todos os gostos, mas é o mentol que nos conquista, não é? São as pastilhas as nossas salvadoras, ao garantir que não vamos chocar o cliente com quem teremos uma reunião dentro de breves instantes. (Nada como evitar uma má impressão!).

O surgimento das Chiclets tem raízes no final do século XIX, nos EUA, resultado do empreendedorismo de Thomas Adams. As Chiclets da Adams são hoje mais difíceis de encontrar nos expositores das lojas, mas já tiveram a sua época áurea. Em 1985 (ou 1986) surgiu um anúncio em que um rapaz descrevia, em português do Brasil e num tom sensual, o prazer de mascar Chiclets. Dizia:
Quer distrair sua boca? Pega um Chiclets da caixinha e vai mordendo.
Pedacinho por pedacinho.
Você sente a casquinha quebrando, misturando com a goma. O gosto dura, dura.
Bom! e para quebrar o clima, você coloca o resto inteiro na boca!
(Riso)
É boooooommmm!
Voz off: Chiclets Adams, caixinha de emoções.

O anúncio pode ser visto aqui:

“Mas, então, Margarida, como é que foste escolher uma campanha que saiu ainda tu não eras nascida?” passo a explicar-vos, não sem antes me apresentar! Sou a Margarida e trabalho como marketer na 10.digital, já há mais tempo do que me parece! Ao longo dos meus mais de 20 anos de vida (vamos deixar as coisas assim, ok?) ouvi os meus pais a replicar algo que eu dizia quando era pequena. Sabem? Eu adorava comer. Mas adorava muito mesmo. E ainda adoro, verdade seja dita! E, macaquinha de imitação como só as crianças sabem ser, repetia o que ouvia na televisão, ao deliciar-me (especialmente) com Leitão à Bairrada “É boooooommmm!”. Então, porque não assumir que algo que me acompanhou sempre, mesmo quando não fazia a menor ideia que replicava um anúncio de televisão, é a campanha mais memorável da minha vida?

 

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