Setembro 20, 2019 10.digital

Os carros não se medem aos palmos, por Caio Brêda

Há muito a ser dito sobre anúncios que transmitem o que é preciso sem fazerem uso de uma única palavra.

Há muito a ser dito sobre anúncios que transmitem o que é preciso sem fazerem uso de uma única palavra.

Brasileiro, nascido muito tarde para ver correrem Ayrton Senna e Nelson Piquet (e muito novo para vibrar por Rubens Barrichello), restou-me a incumbência cruel que foi torcer por Felipe Massa. Rodeado de familiares, na sala de casa da minha avó, passavam-se as melhores manhãs de domingo a acompanhar a trajetória do jovem brasileiro na Fórmula 1.

O Felipe retratado no anúncio da gasolina Shell V-Power, exibido em 2007, é o mesmo que nos trouxe de volta a alegria de ouvir o Tema da Vitória e ver a bandeira verde e amarela no topo do pódio. A descer do Fiat 600 amarelo, vê-se um piloto no alto da sua carreira numa temporada ainda cheia de promessas, de olhar confiante e andar seguro; precedendo a perda do título de 2008 e o fatídico acidente de 2009, que marcou o começo do fim dos seus anos numa equipa de ponta.

O meu nome é Caio Brêda, tenho vinte e dois anos e sou Junior Web Developer na 10.digital. Aos onze anos de idade nem sequer falava inglês, mas o anúncio em questão faz uso exclusivo de uma linguagem quase universal: o rugir animalesco dos motores V8 dos Formula 1 de 2007, trilha sonora habitual dos meus fins-de-semana na altura.

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